quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Estranha

De facto 2008 não tem abonado em generosidade. Ofereceu-me sensações e emoções nunca antes vividas e que honestamente desejaria não as ter sentido. Não obstante ser fã da frase que é para mim lema “aquilo que não nos mata, torna-nos mais fortes”, a verdade é que preferia envergar menos força e ter um pouquinho mais de dias de uma alegria repleta.

Os acontecimentos deste ano tornaram-me “estranha”. Não consigo definir este meu estado de espírito senão me socorrendo desde adjectivo de significado ambíguo, mas a verdade é que a estranheza entranhou em mim.

Sinto-me estranha quando adormeço, sinto-me estranha quando acordo durante a noite em conversas insistentes com a insónia, sinto-me estranha até nos momentos de maior calma e apaziguamento.

Afastei-me de sonhos antigos para abraçar uma vivência do dia a dia, sem planos e onde os projectos descansam sem saber se retornarão. Sinto-me estranha quando não me identifico com muitas das coisas que movem os outros. Sinto-me estranha quando os meus temores me assaltam para furtar muita da alegria que (ainda) teima em querer reinar.

Quero ser eu de novo ou então esperar que a estranheza seja sinónimo de uma habituação a um novo estado onde ainda não me reconheço mas que em breve me trará serenidade.

10 comentários:

Susana Pina disse...

Pois amorita, por isso eu digo que nós vamos mudando à medida que a vida nos vai dando obstáculos para ultrapassarmos, nós ultrapassamos, é um facto, mas ficamos diferentes, e como ficamos diferentes.
Espero que consigas contornar esse estado e voltes a sentir o aroma de amora que tanto te caracterizou.
Um enorme bj e um xi apertadinho
Susana

cate disse...

querida...
como queria que tudo fosse diferente...
Espero mesmo que voltes a sorrir e deixares de te sentir a "estranha em ti!"
beijos mil
cate

Mary disse...

Acho que isso acontece quando evoluimos, quando avançamos um passo na nossa vida para o futuro, para outra direcção.
Bjs

:) disse...

Eu devo ser uma das fundadores de "clube" da estranheza... já andei assim tantas vezes! Mas depois encontro dentro de mim forças. Não me perguntes como, não sei, é um clique... Num dia estou super em baixo, quase a tiocar no fundo, simplesmente a sobreviver e depois, de repente, algo se renova dentro de mim e tomo uma atitude perante esse quadro de vida.

À conta disso já dei algumas cabeçadas na vida... coisas de que me deveria arrepender mas que não me arrependo... porque sei que na altura fiz a opção que me parecia ser a mais acertada, tendo em conta os factos que conhecia no momento.

E as cabeçadas que damos e que nos acordam para a vida são sempre boas :) Podem deixar um galo na testa, quiçá uma cicatriz que nos acompanhará a vida toda, mas também nos permite continuar vivas e não desistir de nós próprias.

Tens de encontrar motivações dentro de ti... e fora também. E não ter medo de ir atrás dos sorrisos, das gargalhadas, dos prazeres mundanos.

Espero ter ajudado :)

Beijoca grande :)

stardust disse...

São precisos aromas de novo ano!

Beijocas

Anna72 disse...

Pode não ser da mesma forma, nem com os mesmos projectos, mas hás-de encontrar novamente o teu "eu", sem te sentires estranha e com muitos dias de alegria.

Beijocas

Maganita disse...

Este 2008 tem sido muito duro contigo, amiga. Acredito que o tempo irá tornar a tua estranheza menos estranha à medida que as cicatrizes vão sarando sem que contudo se apaguem da alma. Possivelmente irás valorizar outras coisas, porque o teu mundo mudou. Mas acredito que voltarás a sorrir e a sentir a serenidade como companhia.

Um beijinho com aroma a amizade!

Golfinho Filipa disse...

Espero que em breve a serenidade ganhe terreno. E vontade de manteres esta canto também...

Beijinhos

TC disse...

Como não te poderias sentir estranha? Pena que continue com essa força toda, quase aniquiladora. Mas lembra-te: quase!
Quando deres conta, sentir-te-ás menos "estranha", as conversas com a insónia serão passado e estarás bem de novo na/com a tua pele.
Assim o desejo e acredito.
Fica com um beijo!

:) disse...

Como estás, Amorinha doce?
Beijinho!