Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Eterno Retorno

E mais uma vez não me escolheste como companhia.

Partiste sem nunca teres chegado.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Fica comigo

Dá-me a mão e deixa-me conhecer-te
Dá forma aos meus sonhos tornando-te na minha realidade
Faz com que possa ouvir o teu nome, chamar-te,
presenciar-te, viver-te e sentir-te
Permite que a felicidade me inunde
E que o mundo se decomponha numa gargalhada

Fica comigo

Para que troquemos vida para além dos afectos
Para que a minha alegria adquira um rosto
Para que possa desprezar este enfado, este desânimo
Dando um abraço apertado ao nosso amor

Fica comigo

Para que respiremos um ar de beijos
Para que falemos somente palavras de ternura
Para que olhemos somente para o amor que nos consome

Não me deixes somente com a luta
Com o sabor inglório de uma guerra perdida
Com a face impregnada de sal de lágrimas
Deixa-me saborear a aroma da vitória,
o cálido prazer de te ter finalmente conhecido.

Deixa-me acreditar que tudo valeu a pena.

Por isso... fica comigo.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Amanhã será outro dia

Há vários dias que ando numa inércia incontida. Apenas no trabalho continuo a vencer no despacho de tarefas e por isso estas não se amontoam. Fora dele é que é pior. Ando ao sabor do vento, sem capacidade para qualquer planeamento, sentindo-me amiúde a reagir e não a actuar.
Às vezes até o pensamento me custa. Neste movimento cíclico que é a existência, atravesso uma fase em que sinto que apenas recebo e que pouco ofereço. Não me apetece ter uma voz activa, quero antes estar na passividade de quem apenas ingere aquilo que lhe é dado, através da escrita, do som, do tacto. Por isso me apetece ler e pouco escrever, me apetece escutar e quase nada falar, me apetece sentir e muito pouco tocar.

São estranhas todas estas sensações, mas tenho vivido a encher-me de sensações que me eram estranhas. Eu não sou assim mas sinto-me assim e é neste aparente paradoxo que me movimento e que passam os meus dias.

Meses de cogitações incansáveis quase que esgotaram os meus recursos mentais e o reabastecimento revela-se agora urgente.
Amanhã será outro dia e que a palavra "melhor" faça parte do seu léxico.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Bom senso ou senso comum?


Há ou não há verdadeiros ensinamentos incrustados em rochas do nosso litoral português? A sabedoria popular nunca nos deixa mal.

Domingo, 14 de Junho de 2009

As minhas palavras têm vontade própria e por isso já há algum tempo que não pousavam por aqui. Têm andado demasiado arredias para se permitiram aparecer com um simples teclar. No entanto a placidez destes últimos dias insuflaram o seu lado extrovertido e resolveram dar o ar da sua graça.

Existirem feriados aos pares tem tanto de inusitado como de agradável e permite uma espécie de antecipação de férias dando a sensação de inércia adiantada. Sabe muito bem não dar crédito ao relógio, passear sem pressas, abusar das cadeiras das esplanadas exceder a audição com o som do mar, ver os filmes em atraso, tomar bebidas geladas, dormir quando apetece.

Infelizmente as 2ªs feiras existem e há que aprender a conviver com elas!!!

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

A verdade que dói

Vou no carro e conduzo de forma serena, completamente absorvida pelo realidade das ruas, pelo Sol que faz antever um dia deliciosamente quente, pela música que sai do leitor de CDs em decibéis elevados. Sinto-me bem, sinto-me repleta daquela satisfação interior que tanto gosto de sentir. Canto ao som de uma música que adoro, orquestrada por uma banda portuguesa de música tão electrónica quanto sensual, sorrio e deixo que os sons me levem numa espécie de piloto automático até ao meu destino.

De repente, tão rápido quanto um pensamento pode ser, lembro-me que já não existes.
E o Sol acinzenta-se.
E a música entristece.
E o sorriso desaparece.
E os olhos humedecem.
E a condução ressente-se.
E a alma reclama. Mais alto do que a música.
Já não são sons harmónicos os que ouço mas os gritos de uma alma que chora.
E as lágrimas ganham vida e uma vontade própria.
E a mágoa ajeita-se e ganha a forma de um gigante.

E eu chego ao meu destino.

Desligo o carro, a música silencia-se, a ausência de som traz-me de volta devolvendo-me a um estado de controlo, olho-me ao espelho e limpo as lágrimas. Entro no trabalho, sorrio com quem me cruzo, falo com outros e exijo à serenidade que me faça novamente companhia.

São momentos em que tudo muda, tudo se altera.
Tudo não.
Hajam lágrimas ou sorrisos,
Hajam músicas ou silêncios,
Hajam gritos revoltados ou pensamentos resignados
tu já não voltas.
E esta é a verdade que dói.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Haja festa!!!

Até hoje não sabia que existiam. Mas existem. Eu acabei de chegar de uma. As "festas dos vizinhos" são um lembrete das festas dos santos populares do antigamente.

Os vizinhos quiseram ter o seu próprio dia e a Europa deu-lhes. Pois é, dia 26 de Maio é o dia Europeu do vizinho e por isso há bairros a organizarem festas e não é por ser a capital que Lisboa foge a esta excepção.

Numa altura em que o conceito de vizinho tem perdido o seu conteúdo, não deixam de ser interessantes estas festas que promovem acima de tudo o convívio, ainda que o principal chamariz possa ser uma mesa apelativa com repasto à discrição (argumento nacional bastante convicente).

Eu pessoalmente, que achava que a "festa dos vizinhos" seria mais um flop a comprovar a indiferença com que hoje se vive o social, fiquei a achar que uma festa ainda é coisa para convencer muita gente. Principalmente se tiver muita criançada a brincar, e balões, e cervejinhas fresquinhas e fins de tarde agradáveis e, claro está, uns bons anfitriões. E se fizermos um pouco de batota e juntarmos à "festa dos vizinhos" alguns amigos, o lusco-fusco fica definitivamente muito agradável.