segunda-feira, 17 de março de 2008

Às vezes penso...

… e se para viver bastasse escolher? E se não existissem acasos, acontecimentos fortuitos e tudo fosse apenas fruto de tomadas de decisão?
Nesta conjuntura, alguém escolheria ser diferente, ou assistiríamos a uma clonização da sociedade? Escolheria alguém caminhar sobre a areia quando poderia seguir um caminho de asfalto?
Talvez seja por isso que nem sempre as escolhas possam ser exercidas na sua forma mais directa, talvez porque para que uns possam caminhar por um asfalto desimpedido e sem atropelos, outros terão de caminhar pela areia.
Resta a quem sente a terra nos pés três soluções: ou esperar que o caminho de asfalto venha ao seu encontro, fazendo contas com o acaso, ou aprender a caminhar sobre a areia mantendo a esperança ou transformar o percurso de areia em asfalto para que também os outros possam caminhar.

Às vezes penso e concluo, que apesar de nem sempre poder ir pelo caminho que desejo, posso sempre escolher a forma como percorro o outro.

6 comentários:

TC disse...

Já te disse que é delicioso ler-te?
Mais uma vez fiquei encantada!

IC disse...

é mesmo isso, e está nas nossas mãos essa escolha, pelo menos tornamos as coisas melhores para os outros e SÓ isso dá um pouco de sentido ao facto de por vezes os caminhos que temos que percorrer serem de areias movediças.

Golfinho Filipa disse...

Quando não podemos escolher, ao menos que consigamos viver com aquilo que temos da melhor maneira possível. Um beijinho grande!

Susana Pina disse...

Infelizmente, não podemos fazer escolhas. Podemos é tentar seguir o caminho da escolha e tentar acertar no nosso objectivo.
Compreendo tão bem as tuas palavras...
Um bj grande e Boa Páscoa para ti
Susana

Maganita disse...

Por vezes na forma como percorremos o caminho existem factores que nos toldam a escolha do "como"...
Espero que consigas sempre escolher o "como". Eu sinto nem sempre o consigo fazer...esta é uma delas.

Beijinhos, minha querida, e votos de uma boa Páscoa.

soniaq disse...

Tenho 36 anos e ainda não sei se as minhas escolhas foram realmente ditadas por mim ou pelas circunstâncias da minha vidinha. O mais importante é fazer as tais escolhas e acarretar com as consequências, boas ou más. Aprendi uma coisa, quando queremos muito algo o melhor é ir à procura.
Boas escolhas e um grande beijinho