Estes senhores ontem deram-me muita e boa música! Esta foi apenas a primeira!
sábado, 28 de abril de 2007
sexta-feira, 27 de abril de 2007
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Liberdade

Vou por aqui, vou por ali, paro e retomo a marcha. Apresento a minha opinião, digo e desdigo, decido ler, decido falar, decido sair, decido ficar. Voto em quem acredito, estudo, rio, canto, choro, sozinha ou na multidão. Compro branco, visto preto. Escolho, acerto, erro e aprendo, assumo. Sigo os meus caminhos ou de quem eu quiser seguir. Defendo as minhas causas e luto pelas causas dos outros. Sou livre e posso escolher. Porque já nasci em liberdade, porque já nasci em democracia.
E como não acredito na felicidade sem estas duas condições, agradeço a todos os que lutaram por me proporcionarem ser feliz.
VIVA A LIBERDADE
E como não acredito na felicidade sem estas duas condições, agradeço a todos os que lutaram por me proporcionarem ser feliz.
VIVA A LIBERDADE
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sexta-feira, 20 de abril de 2007
Gostos
Gosto do aroma a café, a frésias e a morangos. Não gosto de incensos nem de alfazema.
Gosto do silêncio para adormecer e do som para acordar. Não gosto de viver sem banda sonora. Gosto de contrastes. Gosto da agitação de Lisboa e da quietude do Alentejo. Gosto de poder escolher. Não gosto de meios-termos nem de indefinições.
Gosto do ronronar do meu gato e da meiguice do seu olhar. Gosto do amor incondicional dos animais. Gosto de emoções mesmo que contidas. Não gosto da frieza nem da indiferença. Gosta da amizade e dos amigos leais. Não gosto de traições. Gosto dos sorrisos dos outros. Gosto que os outros me façam sorrir.
Gosto de pessoas inteligentes, interessantes e interessadas. Gosto de liberdade, democracia e tolerância. Não gosto de falsidades e mentiras. Gosto de actos assumidos. Gosto dos actos altruístas. Gosto das pequenas coisas com grandes significados. Não gosto de cobardias, humilhações e violência. Não gosto de palavras iradas. Não gosto de conversas de circunstância. Gosto da poesia na vida.
Gosto dos abraços da pessoa que amo. Gosto dos seus beijos quando estou a dormir. Gosto das boas surpresas e da originalidade. Não gosto da mediocridade nem do cinzentismo. Gosto de lágrimas felizes. Não gosto de não ser optimista. Não gosto de ter medo. Gosto de gostar de coisas e dos outros e gosto que os outros gostem de mim.
Gosto do silêncio para adormecer e do som para acordar. Não gosto de viver sem banda sonora. Gosto de contrastes. Gosto da agitação de Lisboa e da quietude do Alentejo. Gosto de poder escolher. Não gosto de meios-termos nem de indefinições.
Gosto do ronronar do meu gato e da meiguice do seu olhar. Gosto do amor incondicional dos animais. Gosto de emoções mesmo que contidas. Não gosto da frieza nem da indiferença. Gosta da amizade e dos amigos leais. Não gosto de traições. Gosto dos sorrisos dos outros. Gosto que os outros me façam sorrir.
Gosto de pessoas inteligentes, interessantes e interessadas. Gosto de liberdade, democracia e tolerância. Não gosto de falsidades e mentiras. Gosto de actos assumidos. Gosto dos actos altruístas. Gosto das pequenas coisas com grandes significados. Não gosto de cobardias, humilhações e violência. Não gosto de palavras iradas. Não gosto de conversas de circunstância. Gosto da poesia na vida.
Gosto dos abraços da pessoa que amo. Gosto dos seus beijos quando estou a dormir. Gosto das boas surpresas e da originalidade. Não gosto da mediocridade nem do cinzentismo. Gosto de lágrimas felizes. Não gosto de não ser optimista. Não gosto de ter medo. Gosto de gostar de coisas e dos outros e gosto que os outros gostem de mim.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Os meus olhos são uns olhos
E é com esses olhos uns
Que eu vejo no mundo escolhos
Onde outros, com outros olhos,
Não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
Uns outros descobrem cores
Do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
Onde passa tanta gente
Uns vêem pedras pisadas,
Mas outros gnomos e fadas
Num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
Querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes. São Gigantes.
António Gedeão
E é com esses olhos uns
Que eu vejo no mundo escolhos
Onde outros, com outros olhos,
Não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
Uns outros descobrem cores
Do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
Onde passa tanta gente
Uns vêem pedras pisadas,
Mas outros gnomos e fadas
Num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
Querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes. São Gigantes.
António Gedeão
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poemas de que gosto
segunda-feira, 9 de abril de 2007
A misantropia da Primavera

Afinal a Primavera é mesmo esquiva. Já desconfiava, mas este fim-de-semana fez-me ter a certeza.
Na 6ª feira evadi-me na direcção do meu ponto cardeal preferido, o sudoeste, levando a Primavera como companhia. Foi parceira da minha viagem, comeu e bebeu comigo, brincou com a areia e com o mar sob o meu olhar, embalou-me juntamente com o Sol, segredou-me ao ouvido promessas de não mais se afastar, de não mais me largar a mão.
Mas a sua misantropia não permitiu que a promessa fosse cumprida. Mostrou-me que não gosta de se socializar facilmente e abandonou-me ao primeiro virar da esquina levando os amigos com ela, o sol, o calor, a luz, e a cor, e deixando-me com o vento, a chuva, o frio, as nuvens e o cinzento.
Tenho de me habituar a estas suas ausências, ao seu chegar silencioso e inesperado e aos seus pezinhos de lã. Tenho de me contentar com os seus rasgos de amizade e aguardar até que ela se decida, definitivamente, a ficar. Não vale a pena apressá-la, persuadi-la ou injuriá-la. Mas vale infinitamente a pena, esperar por ela.
Na 6ª feira evadi-me na direcção do meu ponto cardeal preferido, o sudoeste, levando a Primavera como companhia. Foi parceira da minha viagem, comeu e bebeu comigo, brincou com a areia e com o mar sob o meu olhar, embalou-me juntamente com o Sol, segredou-me ao ouvido promessas de não mais se afastar, de não mais me largar a mão.
Mas a sua misantropia não permitiu que a promessa fosse cumprida. Mostrou-me que não gosta de se socializar facilmente e abandonou-me ao primeiro virar da esquina levando os amigos com ela, o sol, o calor, a luz, e a cor, e deixando-me com o vento, a chuva, o frio, as nuvens e o cinzento.
Tenho de me habituar a estas suas ausências, ao seu chegar silencioso e inesperado e aos seus pezinhos de lã. Tenho de me contentar com os seus rasgos de amizade e aguardar até que ela se decida, definitivamente, a ficar. Não vale a pena apressá-la, persuadi-la ou injuriá-la. Mas vale infinitamente a pena, esperar por ela.
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